.: Lua, de Luana

Uma mulher que gosta de viajar e conhecer lugares/pessoas.
"Lua vai dizer" foi inspirada na música de Katinguelê, a "Lua vai iluminar os pensamentos dela". Sendo assim, pretendo iluminar os caminhos de vocês. Boa viagem! :)

domingo, 28 de maio de 2017

Viajar enriquece a alma, mas empobrece o bolso, sim.

Tem gente que acha que TODO viajante é rico, mas já diz o meme: "Viajar a gente viaja, mas é cada marmita que nós come...". Claro, algumas pessoas são mais favorecidas que outras e têm mais oportunidade$ para viajar, mas isso não é receita de bolo, não é regra.



Viajar enriquece a alma, o coração, o corpo, o espírito, a vida. Viajar nos dá a dimensão de como viver pode ser bem vivido, de como as pessoas são diferentes e ao mesmo tempo iguais, de como a terra e a natureza que nos abriga precisa ser bem cuidada se quisermos viver mais (e viajar mais). Mas verdade seja dita: ficamos ricos como pessoas, mas "pobres" nos bolsos sim. Junte aí passagem aérea + hospedagem + passeios + alimentação + lembrancinhas (esta última é supérfluo, mas a gente quer levar nem que seja um chaveiro do lugar) = reais, muuuuitos reais, coisa que boa parte da população não tem nem pra comer. Além disso é bom deixar aquele dinheiro reserva para qualquer imprevisto (tipo eu que perdi o voo voltando da Chapada Diamantina e tive que pagar a diferença da passagem). Sofre menos quem é casada com um sheik árabe, é ganhadora da mega sena ou blogueira famosa de viagem que ganha quase tudo de cortesia (eu no futuro, hahaha). No fim das contas todos sabemos que depois de uma viagem o bolso, a carteira e a conta bancária ouvem Marília Mendonça... Haja sofrência!
Enquadrando Sonhos = cofre e quadro (eu quem fiz, aceito pedidos)

Todo viajante que se preza, aquele eterno viciado em viagem, passeios e afins que mal chega de uma trip e já quer outra, que vive procurando passagem barata, sempre economiza no que pode, deixa de sair, de ir pra show, de comprar roupas, sapatos e celulares recém lançados para juntar um dindim pra viajar. Acredito que a palavra prioridade seja fundamental nisso tudo. O que a gente deseja muito, quer muito - o que é nossa prioridade - a gente gasta energia e pensamento positivo para obter. Já diz Mateus, na bíblia: "Não ajuntem riquezas aqui na terra onde as traças e a ferrugem destroem e os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu (...), pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o seu coração". Viajar gera amor e as experiências ficam em nossa mente e coração, de físico apenas em fotos. Vamos viajar que a riqueza é grande. O bolso sofre, mas a alegria da alma é mais recompensadora <3 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Fernando de Noronha - Pernambuco

Morro Dois Irmãos, cartão postal de Noronha
Noronha já é mais que conhecida como um dos paraísos brasileiros, tendo a praia do Sancho como uma das praias mais belas do mundo. Fui a Fernando de Noronha em 2008 com minha mãe e, como já faz um tempinho, não vejo a hora de voltar. 

COMO FUI: de avião saindo de Recife. Tem a opção de cruzeiro, porém é preciso verificar a temporada de saída dos navios e ainda assim não se aproveita muito a ilha (pelo que sei fica apenas 1 dia e meio lá). Por ser de Recife muita gente dizia: "Ah, Recife? Pertinho né, dá pra vir direto". Soooonha coração, ir a Noronha custa um pouco caro. Passei 4 dias, 3 noites e basicamente deu pra conhecer tudo. Acredito que 7 dias no máximo dá pra você desfrutar de tudo de bom da ilha sem bater aquele arrependimento de ter faltado algo para conhecer.  

Chegando no porto de Noronha...
HOSPEDAGEM: lá a maioria das opções de hospedagem são em pousadas domiciliares (mas com preço de hotel). Como a vila é pequena as pousadas praticamente ficam próximas umas das outras, mas sempre é bom pesquisar sobre conforto e atendimento. Não lembro o nome da pousada que fiquei, mas sei que era no caminho para o porto. Sempre vejo minhas hospedagens pelo Booking, então olha direitinho e veja a melhor opção (principalmente pro bolso). 

O QUE FAZER: PRAIA, MERGULHO, TRILHA! Estar em Noronha é ter contato com água transparente, beleza natural e energia de vida a todo momento. À noite ainda tem um forró no bar do Cachorro (Noronha tem muito cachorro. Eles nadam, mas não a ponto de atravessar o oceano). Dos principais passeios que indico:
"Sereia..."
Ossos de tubarão, no museu do Tubarão

1) Ilhatour: passeio de barco acompanhando o litoral da ilha (mar de dentro/mar de fora). É possível ver os golfinhos nadando, o visual das praias, o mapa do Brasil no Buraco da Sapata e tomar um banho maravilhoso da baía do Sancho. A água de Noronha é tão transparente que 12 metros de profundidade pareciam 2 metros. 

2) Planasub: não cheguei a fazer o mergulho de cilindro na época por questões financeiras, mas está na minha lista de desejos. Sendo assim fiz o planasub que é o seguinte: uma lancha puxa os mergulhadores que vão segurando uma prancha. Em uma hora de passeio vemos arraias, tartarugas e inclusive um navio grego naufragado.

Vista do forte para a praia
3) Caminhada histórica: ideal para quem gosta de conhecer a história do lugar. O percurso não é tão extenso, porém permite conhecer o forte Nossa Senhora dos Remédios (foto abaixo), o centro da ilha e uma bela vista das praias.

Banho refrescante na baía do Sancho
4) Baía do Sueste: bom pra mergulhar e ver o local de alimentação e desova de tartarugas marinhas. 

5) Praia do Atalaia: não conheci pois tem uma quantidade máxima de acesso de pessoas por conta da preservação ambiental. O que sei é que o mar tem 1 metro de profundidade e que você tem que flutuar na água, evitando não tocar no chão. Deve ser voar nadando e apreciando o paraíso marinho.

Dentro do forte
6) Praia do Sancho: por meio de trilha que, por sinal, numa parte do caminho pra ter acesso a escada da praia você desce no meio de uma fenda. Caminhada de boa que te dá acesso a praia mais linda do Brasil, segundo pesquisas e corações de turistas.


"Pedaço de sonho que faz meu querer acordar pra vida... Ai ai ai"
O QUE É BOM SABER: além da passagem aérea e hospedagem a visita à ilha conta com taxas de acesso e preservação ambiental. Na época que fui tinha apenas a TPA (Taxa de Preservação Ambiental) que é paga por dia de estadia e custava uns 33 reais. O valor atualizado e mais informações da ilha encontram-se no site oficial de Fernando de Noronha.
Falam que na ilha tudo é absurdamente caro, mas vi preços de alimentação variados. Claro que o preço de uma água mineral é o dobro, então vá com o bolso preparado, mas dá pra economizar comprando lanches pra comer durante os passeios e não precisar se e$baldar nas refeiçõe$.

Vamos? Me leva?
Abraços fortes como o mergulho dos golfinhos.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Maragogi - Alagoas


Considerado o Caribe brasileiro, MARAGOGI é uma das praias mais belas do nordeste. Na verdade, todo o litoral alagoano (praia do Francês, São Miguel dos Milagres, Gunga, Pajuçara, Japaratinga e outras) tem seu charme, sua beleza e seu mar im-pres-si-o-nan-te-men-te azul! Quem puder conhecer não se arrependerá, os paraísos são garantidos.

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Caldinho de sururu. Delícia!
COMO FUI: de carro saindo de Recife num trajeto de 133km pela via pedagiada (na PE-60). É bom ter cuidado na estrada a partir de Rio Formoso, pois a pista é simples e com muitas curvas. Para quem vem sentido sul do Brasil, uma boa opção é "pegar o primeiro avião com destino à felicidade" para Recife ou Maceió e alugar um carro, pois a distância de ambas capitais para Maragogi é praticamente a mesma. Muitas vezes as famosas agências de turismo cobram valores absurdos, mas vai da preferência (e do bolso) de cada um. Não existe aeroporto por lá. 

@luavaidizer que... Tá bom!

Catamarã nas Galés
Vai um drink?
O QUE FAZER: o apelido já diz: se é Caribe, o ideal é ativar a vitamina D no mar e na praia o dia todo. Simples! Nos dias que fiquei lá alternei entre banho de piscina no hotel Praia Dourada Maragogi Park e banho de mar. Água clorada, água salgada e o estresse perdido entre os coqueiros. 

O centro de Maragogi é simples, porém repleta de restaurantes e lojinhas de artesanato. Do centro saem os famosos passeios para as Galés de Maragogi, arrecifes de corais em alto mar com muitos peixes. É bom ver o melhor dia para fazer este passeio (que custa em torno de R$80 por pessoa) considerando a tábua de marés. Quanto mais baixa for a maré (0.0 é perfeita) e por volta das 10h, 11h (quando o sol a pino realça a cor da água), mais você aproveitará o passeio.

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Indico demais para quem curte praia. Lembrando que o Nordeste tem sol praticamente o ano inteiro, então visite o litoral alagoano sempre que puder.

Beijos com sabor de camarão e água de coco.

sábado, 21 de janeiro de 2017

3 dicas para guardar lembranças de viagem

Você é aquele tipo de viajante que, assim como eu, leva tudo dos lugares que conhece, seja mapas e encartes a ingressos e pulseiras de entrada para os parques? Se sim, se chegue por aqui e veja 3 dicas de como guardar esses mimos de viagem!


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1) Caderno: seja de escola mesmo ou estilo moleskine, o importante é você criar e organizar aqueles detalhes que marcaram o roteiro da sua viagem, seja um papel de entrada para um museu, seja o mapa da cidade que você pegou no albergue. Cole, recorte, invente... Legal mesmo é olhar cada papelzinho e lembrar da viagem como se tivesse ido hoje.

2) Caixa de sapatos: não é tão organizado quanto o caderno, mas você acaba concentrando tudo o que for de viagem. A desordem acaba sendo interessante pois várias lembranças virão de uma só vez e a vontade de viajar novamente com certeza vai aflorar.

3) Diário de viagem: facilmente encontrado em papelarias, livrarias e lojas de artigos diversos. Esse do vídeo eu ganhei de presente e foi comprado na Imaginarium, mas já vi diários semelhantes. Ainda não anotei nada, mas vou transferir minhas anotações do caderno nele <3

Espero que tenham gostado das dicas. Não joguem fora suas lembranças de viagens; guardem, registrem, cuidem para recordação própria, para mostrar aos amigos, para incentivar os familiares a viajar.

domingo, 16 de outubro de 2016

Aracaju - Sergipe

Aracaju é a capital de Sergipe, o menor estado do Brasil. Cidade tranquila, de mar agitado e cor barrenta, de São João animado e deliciosos caranguejos. Um pouco do meu Nordeste que é tão lindo!
Atalaia

COMO FUI: em 2008, de carro saindo de Recife (dando uma parada estratégica em Maragogi e Maceió/AL) e em 2015 de avião (com escala em Salvador, na ida). 

O QUE FAZER:
Arara + caju = Aracaju?
Aracaju em si tem atrativos que basicamente você conhece em um final de semana. A orla da Atalaia é ótima pra tirar foto e dar uma caminhada, relaxar, apreciar a paisagem e esquecer um pouco da agitação das grandes
Serra de Itabaiana
metrópoles. Na orla da Atalaia inclusive tem um pequeno oceanário, bonitinho, bom de conhecer. O mercado público, perto de lá, é uma boa opção para comprar lembrancinhas (de pó pega-homem a toalha de renda) e especiarias nordestinas. 
Acredito que o nome Aracaju não seja a junção de arara + caju, mas está aí a foto ao lado para homenagear, hahaha. A passarela do caranguejo - uma rua cheia de restaurantes em que, adivinha, têm como especialidade o caranguejo - é um bom lugar para comer e conversar, nessa ordem de revezamento, hahaha. 

Uma caranguejada desse aqui... Que maravilha seria!

Poço + cachoeira = 
Cânion do São Francisco
A 58 quilômetros de Aracaju fica o Parque Nacional da Serra de Itabaiana. Fomos de carros e depois por uma boa caminhada/trilha. A primeira parada foi no Poço das Moças, com uma queda d'água meio escorrego e uma água geladíssima e escura, tipo Coca-Cola.
Na minha primeira ida a Sergipe fui também ao Canindé do São Francisco, que fica a 200 quilômetros de Aracaju. São longas 3 horas de viagem, acaba sendo um pouco cansativo e o meio de chegar lá é apenas esse. De Canindé pegamos um catamarã para os cânions, lugar de belíssima paisagem e um banho maravilhoso no rio São Francisco. Rio São Francisco, rio que amo, rio de histórias, vivências, praticamente o pai do Nordeste. Se vale a pena? Muuuuuuito!

Vista do teleférico
Em Aracaju também tem uma ponte estilo EUA, toda chique, que liga a capital a Barra dos Coqueiros, uma ilha com resorts pelo que lembro. À noite ela fica toda coloridinha e bonita de ver, principalmente se você estiver na beira do rio, tomando um refri e apreciando as estrelas, hahaha. Lá tem também o zoológico que fica um pouco mais afastado do centro, mas é bem arrumadinho (queria que o de Recife fosse parecido com o de lá, pelo menos). No zoo ainda tem um teleférico que dá pra apreciar tudo de cima, muito legal!
Perto de Aracaju, na região metropolitana, fica São Cristóvão. A cidade é conhecida por ser a primeira capital de Sergipe e a quarta cidade mais antiga do Brasil (pra mim esses títulos só tinham em Pernambuco, Bahia e São Paulo, rsrs), além de muitas histórias portuguesas, espanholas, neerlandesas, inclusive sendo considerada patrimônio pelo Iphan.
Banho no rio São Francisco. 12 metros de profundidade, água morna... Experiência única!

Não vejo Aracaju na rota dos viajantes brasileiros, principalmente por ser próxima de grandes roteiros como Recife, Maceió e, claro, Salvador. Quando puder, conheça. É um lugar aconchegante, tranquilo e fácil de conhecer em poucos dias.

Beijos com sabor de caranguejo com vinagrete (lá se come assim).

domingo, 21 de agosto de 2016

Triunfo - Pernambuco


Portal na entrada de Triunfo
ONDE FICA E COMO CHEGAR
Triunfo está localizada a 400 km de Recife, na divisa com a Paraíba, no sertão pernambuco. A cidade está a 1010 metros acima do nível do mar e não vê chuva há 4 anos, imagine só. 
Numa sexta fui de carro, saindo de Recife, com duas amigas. A estrada até Arcoverde é boa, sendo a maioria do trajeto com pista duplicada. O GPS deu uma enganada já perto de Triunfo e entramos antes, sentido Jericó (fiquei até esperando Jerusalém aparecer, hahaha), pois mostrava uma pista para lá. Mentira, tem não! A dica é seguir as placas "Sesc Triunfo" para não ter errada. A estrada é aladeirada, com declive acentuado, cheia de curvas e de pista simples. Toda cautela é bem-vinda ;) 

HOSPEDAGEM
Na pousada Opção, muito bem localizada, simples e aconchegante. As melhores opções de hospedagem em Triunfo são o SESC Triunfo e a pousada Baixa Verde. A cidade é pequena, então basicamente tudo se conhece a pé ou em pequenos trajetos de carro. Chegamos na sexta a noite e estava acontecendo o Festival de Cinema de Triunfo. Muitos restaurantes estavam fechando por conta da hora, mas conseguimos jantar no Papo Pizza. Música ao vivo, comida boa, ambiente agradável e até a presença da global Maeve Jinkins, a homenageada do festival. A temperatura era de 18º, mas a sensação térmica devia ser de 10º. Let it go, let it go... Frozen estava por lá.

O Careta e as Olímpiadas: colorido sempre presente na cidade

PONTOS TURISTICOS
Lago da cidade com o teleférico, que não funciona mais)
No nosso PRIMEIRO DIA, um sábado de sol, saímos da pousada rumo ao centro, onde fica o lago que é o cartão-postal da cidade. Ao redor ficam vários restaurantes, espaços de artesanatos e lojas, então além da caminhada a gente conhece um pouco da cidade. Neste lago tem um teleférico bastante conhecido, porém devido a um acidente que ocorreu com um funcionário do SESC, que administra o teleférico, o mesmo não funciona mais e sem previsão de retorno. 
Barris cheios de cachaça, no engenho
A pé fomos para o engenho São Pedro, onde podemos ver todo o processo da cana, da cachaça e da rapadura, que você pode comprar no final da visita. O cheiro doce faz parte de todo o percurso, achei bem legal. Ao fim provei a cachaça pura e a envelhecida, com sabor agradável, porém forte. Para quebrar a "bebedeira" comprei rapadura com amendoim, rapadura com laranja e com leite e coco. Almoçamos no restaurante Coisas de Maria uma deliciosa picanha. De lá seguimos para o passeio do Pico do Papagaio.


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Provando a cachaça envelhecida... hahaha

O passeio para o Pico do Papagaio, ponto mais alto de Pernambuco, é feito numa
Cacimba, de baixo

 4 x 4, então nem arrisque pôr seu carro na estrada que é bastante pedregosa e inclinada. O valor do passeio é em torno de R$ 150 para 6 pessoas e escolhemos o horário da tarde para ver o pôr-do-sol. A primeira parada é na Cacimba d'água de João Neco, que foi feita manualmente há mais de 60 anos e que salva a pátria abastece duas casas, principalmente nestes períodos de seca. A construção levou um ano e contou com a ajuda de mais 2 homens, pois João Neco era cego de um olho. Eu vendo com os dois e com ferramentas iria cansar, imagine nestas condições... A segunda parada foi na Furna dos Holandeses, uma gruta que dizem ter abrigado os holandeses que fugiram da Batalha dos Guararapes. Naquela distância toda era muita disposição pra fugir viu!

Estátua do Careta, representante cultural de Triunfo, no Pico do Papagaio

Gratidão <3
A terceira parada foi no Pico do Papagaio que está a 1260m de altitude e de um lado vemos a cidade de Princesa Isabel, na Paraíba e Triunfo, em Pernambuco. O vento frio e a vista de um horizonte sem fim tornam o lugar muito mais bonito, agradável e prazeroso de estar. Para começar a noite de sábado jantamos na pousada Baixa Verde um delicioso fondue misto de carne com molhos diversos (tem que agendar antes e não é necessário ter se hospedado lá). Pra adoçar e esquentar, um bom chocolate quente. De lá fomos ouvir um forró pé-de-serra no restaurante Casarão, lugar arrumadinho e agradável.   


Eu que sou fanática por pôr-do-sol vi um espetáculo desses lá :)


Divisa Paraíba-Pernambuco
Gramophone

No nosso SEGUNDO DIA, domingo de volta para a casa, conhecemos a Casa Grande das Almas, que tem esse nome porque fica na "cidade" de Almas e a casa era a maior da época. Todo mundo pensa que vai ver malassombro lá... Vê não, fique de boas, hahaha. A casa é cheia de objetos antigos e um fato interessante dela é que a mesma fica na Paraíba e Pernambuco ao mesmo tempo. E um dos cômodos, dizem, abrigou Lampião por uma noite. De lá fomos conhecer o Museu do Cangaço, que conta um pouco da história dos cangaceiros, armas e objetos da época. O museu é pequeno, porém a gente relembra um pouco pra quem assistiu as aulas de História dos fatos ocorridos no sertão nordestino e quem foi Lampião, o cangaceiro arretado. Pra finalizar a viagem, tentamos conhecer a Fábrica de Criação Popular, uma antiga cadeia que virou um espaço cultural, que utiliza de materiais recicláveis para construir obras de arte, porém a Fábrica não é aberta aos domingos. Uma pena.

Este foi o resumo dessa mini trip de final de semana que rendeu boas fotos e um pouco de paz em cada lugar. Explorem o interior do nosso Pernambuco, é lindo!

Beijos com cara de careta e sabor de rapadura.

domingo, 10 de julho de 2016

Chapada Diamantina (2) - Bahia


Como canta Simone e Simaria, "quando o mel é bom a abelha sempre volta", hahaha. Na Chapada Diamantina vende mel e quem sabe eu sou a abelhinha atrás de flores lindas daquele paraíso. Pois foi, voltei rapidinho! Aproveitei o feriado de São João, o último prolongado deste 2016, e embarquei para novas aventuras de lá (minha ida em Abril, LINK AQUI)

COMO CHEGUEI: De avião Recife-Salvador e de ônibus Salvador-Lençóis. Lembrando que em a opção de ir de avião, mas depende do dia, pois nem sempre tem vôos e os horários não são favoráveis. Fiquei hospedada na Pousada Natureza, aconchegante, com ótimo atendimento e delicioso café da manhã. A volta, conto logo, perdi o vôo em Salvador pois o ônibus de Lençóis que deveria chegar em Salvador às 15h30 chegou às 20h. Muito trânsito na BR, obra, final de feriadão... Dormi no aeroporto e só voei para Recife às 09h da manhã do outro dia. Novas experiências sempre podem aparecer, hahaha.

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Sossego, uma das tantas lindas da Chapada Diamantina <3

PRIMEIRO DIA
Poço Azul
Poço Encantado

Casa de pedra, Igatu
Na sexta (24/Jun) segui direto para o passeios dos Poços Azul e Encantado mais uma vez com a agência Chapada Adventure, sempre atenciosos e com atendimento de qualidade. Este passeio tem um deslocamento muito grande, quase 300km de distância e, por conta disso, não fiz na primeira vez que estive na Chapada. Mas sempre tem aquele motivo pra voltar, não é mesmo? O primeiro que conhecemos foi o poço Azul, em que é possível tomar banho. Após uma escadaria suave, o visual deslumbrante: água azul e aqueeela profundidade. E acreditem: a água é morna! Que emoção! Vocês não sabem o quanto isso é raro na chapada... hahaha. De lá seguimos para o poço Encantado, em que não é permitido tomar banho por conta da preservação e cuidado ambiental com a água. Se a gente sujá-lo com nossos corpitchos as próximas gerações verão um azul meio cinza/preto, não dá. A luz do sol entra por uma fenda e você têm a dimensão da beleza do lugar. No horário que fui não teve sol, mas mesmo assim a beleza nos deixa emudecidos.
Após o poço Encantado e com aquela preguiça depois de um almoço regado a carne de sol, macaxeira frita, feijão, macarrão, galinha assada e etc (um banquete!) seguimos para Igatu, conhecida como a Machu Picchu baiana. A cidade já esteve na rota dos diamantes e parte da cidade é formada por pedras. Agora a população é bem pequena já que a fonte de renda, o diamante, não é mais explorado. Agora todos vivem em função do turismo e a cidade deu pra ver que é bem aconhegante e tranquila. No Museu de Pedra vimos muitos dos artefatos usados na retirada dos diamantes e muitas fotos da época. Em Igatu, inclusive, dizem já ter visto OVNIs por lá... Não vi nenhum pra confirmar, ufa! De lá fomos para a pousada em Ibicoara, cidade mais próxima da cachoeira do Buracão, nosso próximo destino.

"Eu quero uma casa no campo onde eu possa compor muitos rocks (ou bregas) rurais..." Em Igatu :)

SEGUNDO DIA
Buracão vista de cima
Felicidade? =D
Buracão, de baixo. E nós, minions, ali!

O dia amanheceu bem chuvoso e chuva por lá é bênção. As cachoeiras, rios e plantações agradecem, mesmo que nós turistas adoremos um céu azul. Seguimos para a trilha da cachoeira do Buracão, a que me fez voltar à Chapada para apreciá-la. Depois de uns 40 minutos de carro, o começo da trilha. Terreno plano na maior parte do tempo e depois descida de leve, o visual vai ficando cada vez mais interessante e misterioso. Sempre me pergunto "Como alguém achou isso aqui, no meio do nada?" porque é cada buraco que a gente se enfia... E é cada recompensa maravilhosa que "Oxe, quem descobriu isso aqui descobriu a vida". Ao fim da trilha paramos para colocar os coletes e o mistério chega: onde está a cachoeira? Para chegar nela é preciso nadar pelo riacho dentre os cânions, visual deslumbrante que parece daqueles powerpoints de mensagens filosóficas! Tudo é bem
grandioso e, depois da curva, a cachoeira! Lindona, maravilhosa! A água? Até a Frozen ia dizer que tava fria, mas depois do banho de cachoeira o corpo se renova, fica mais enérgico, algo inexplicável. Na trilha de volta lanchamos ao som da água da cachoeira caindo e nada nesse mundo apaga esse momento. E era hora de voltar para Lençóis...
Lençóis, à noite

À noite fomos conferir o São João de Lençóis. A cidade, que sempre foi aconhegante, estava bastante decorada e animada. Forró, comida típica e muita gente deixaram tudo mais alegre e mais festivo. Saí de uma tradição junina para outra, gostei bastante. 

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                                                                                            Cachoeira do Buracão

TERCEIRO DIA
E último... A trilha mais pesada desta viagem, porém sem trecho de carro. De Lençóis mesmo segui para a trilha da cachoeira do Sossego, 14km entre ida e volta. Pedra acima, pedra abaixo, riacho, árvore, montanha. A cada passo, uma gratidão por estar ali apreciando a natureza. A trilha se encerra na cachoeira, que não é de grande porte, mas linda e tranquila como tantas outras. O nome faz jus ao lugar, aquela tranquilidade e o barulho é apenas da água e de algum passarinho que passa. 
Ribeirão do Meio
O ecoturismo pode ser modinha, mas deveria ser aconselhável a todos. Trocar o celular, o computador, o asfalto e o barulho por aquilo ali é viver de novo, é renovar-se. Sempre que possível faça isso e, se pudesse, faria toda semana <3 Na trilha de volta paramos no Ribeirão do Meio. Mais um belo visual e um escorrego natural, mas nada de banho. Depois do Sossego o frio tomou conta e a caminhada da volta, mais rápida e com mais energia, me esquentou um pouco mais. 

Viajar é colocar a alma para passear. Viva isso!

Assim terminei mais uma aventura na Chapada Diamantina, lugar que se me perguntar eu digo "volto com certeza". Quando falo da Chapada ao amigos parece até exagero, mas o coração suspira. Este lugar me apegou, me prendeu de uma forma que não sei explicar. Agora só falta conhecer mais uns 20 pontos turísticos de lá, somente, hahaha. 


Beijo grande, espero que tenham gostado e que experimentem as mesmas lembranças que tive lá! :)