.: Lua, de Luana

Uma mulher que gosta de viajar e conhecer lugares/pessoas.
"Lua vai dizer" foi inspirada na música de Katinguelê, a "Lua vai iluminar os pensamentos dela". Sendo assim, pretendo iluminar os caminhos de vocês. Boa viagem! :)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Chapada dos Veadeiros - Goiás

QUANDO FUI: de 12 a 15/Outubro/17, no feriado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Estava com receio de viajar nesta época pois dizem que já tem chuva e visitar a chapada com chuva não é tao legal. Dei sorte por pegar um clima quente, seco e de muito sol, mas essa sorte, infelizmente, não foi tão feliz, porque o clima estava seco há tanto tempo que vi muitas queimadas por lá. Inclusive nos dias do feriadão o Parque Nacional estava fechado por conta disso. Muito fogo, muita fumaça, muita vegetação queimada pela estrada e perto da cidade. Uma pena...

COMO FUI: de avião Recife-Brasília. Sim, a chapada fica em Goiás, porém se você olhar no mapa é bem contramão de Goiânia (sem contar na passagem aérea que é bem mais cara). Dei sorte de conseguir o trecho de ida por milhas pela Latam e a volta por Smiles & Money pela Gol mesmo em cima da hora do feriadão. Em Brasília alugamos um carro pela Movida e seguimos viagem. Vale a pena o custo-benefício principalmente se você for em grupo, pois muitos dos passeios da chapada são acessíveis de carro e a estrada (BR-020 e depois GO-118) para lá é muito boa. Eu quase viajava sozinha e com certeza o gasto seria o dobro se fosse fazer os passeios por agências.

ONDE FIQUEI: de início tinha dúvida de onde ia me hospedar, mas com o tempo curto não tinha muito poder de escolha. Minha amiga Irma viu um hostel em Alto Paraíso com preço bom para feriadão (acredite, tinha pousada cobrando 6 mil reais por 3 diárias, 2 pessoas. Por um instante pensamos se era uma viagem pra Cancun, hahaha) e não tivemos dúvida, reservamos logo. Na verdade existem três cidades como opção de hospedagem: São Jorge, Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante - esta última mais afastada, fica a 90km de Alto Paraíso. Cada uma delas tem seus atrativos, aconchegos e trilhas, mas Alto é mais badalada, mais estruturada com várias pousadas, lojas e restaurantes e mais central. 

PRIMEIRO DIA
Vale da Lua
Chegamos de viagem por volta das 10h, deixamos as coisas no hostel e fomos para o Vale da Lua. Sim, meu vale, hahaha. O vale consiste em formações rochosas que lembram a superfície da lua. Entre essas pedras e formações, várias piscinas de água gelada se formam, tornando o lugar bem agradável para se visitar. A entrada fica na BR entre Alto Paraíso e São Jorge, facinho de chegar (é só ficar de olho na placa) e mais uns 10 minutos de estrada de terra. A entrada custa R$20 e a trilha é leve, suave na nave.
Almécegas II
Cachoeira São Bento
Do Vale da Lua fomos almoçar na vila de São Jorge: pequenina, ruas sem asfalto, pé na areia e vida simples. De lá seguimos (ou melhor, pegamos a estrada de volta para Alto Paraíso) para a fazenda São Bento, que compõe três cachoeiras: Almécegas I, II e São Bento, com entrada de R$30 para conhecer as três (R$20 pelas Almécegas e R$10 pela São Bento). Conhecemos a Almécegas (quem quiser que crie seus apelidos para Almas Cegas, Almôndegas, whatever) II que tem trilha tranquila e é um bom lugar para tomar banho e relaxar. Sim, é possível, mesmo com a água congelante. Por ser feriado parecia o piscinão de Ramos, mas deu pra se divertir um pouco. Na cachoeira São Bento nem tava mais afim de tomar banho, já era fim de tarde, corpo aquecido e cansaço chegando, mas também era um lugar agradável para passar um tempo. Depois de tanto banho, partiu hostel e depois jantar na vila de Alto.



SEGUNDO DIA
Era o dia de conhecer ela, a famosa, a deslumbrante, a desejada, a requisitada, a capa de revista... A cachoeira Santa Bárbara! Por que essa propaganda toda? Porque ela é tudo isso que prometem e quando você chega lá... Bum, ela cumpre! Por ser feriadão nossa rotina foi bem mais punk que as outras cachoeiras. Segue o fluxo: saímos de Alto Paraíso às 06h da manhã pois segundo o guia Tôta (gente boa, super indico, telefone (62) 99673-0765 - guia apenas em Cavalcante) lá na Santa Bárbara ia ter muitos turistas e por conta disso talvez esperássemos muito tempo para fazer a trilha. Não sabia, mas a trilha para a cachoeira comporta, por decisão ambiental, apenas 300 pessoas por dia, principalmente em dias de grande visitação. Chegamos ao ponto de apoio com o guia (é obrigatório entrar com o guia na trilha e custa em torno de R$120 por grupo) e compramos os últimos ingressos (R$20 cada)... Eram 8h30 e as 300 entradas já tinham sido compradas, digaí! Seguimos para o portão de entrada que tem controle justamente do entra e sai de pessoas, pois (também não sabia) só é permitido ficar 1h na cachoeira. Esperamos quase 3 horas para seguir na trilha da cachoeira e, enquanto isso, vimos várias pessoas chegarem no portão querendo passar,
Capivara vista de baixo
Barbarinha
querendo subornar o carinho que controlava o fluxo com a desculpa do tipo "Ah, mas é feriado, libera aí!", "Ah, pra quê isso? Se eu tivesse com uma caminhonete eu derrubava essa corda e passava". Tem gente que não nasceu pra ser um turista decente MUITO MENOS pra explorar o ecoturismo. É cada arrogância, prepotência, falta de educação que a gente vê por aí que sei não =/ Enfim, a espera, o calor, o clima seco e os 4 km de trilha (ida e volta) compensaram. Antes de chegar na Santa Barbara tem a Santa Barbarinha, lindinha, meio que um trailer, uma amostra grátis da grande beleza que nos esperava.
Em cima da Capivara
Água verde, transparente, paredões de montanha, cachoeira, energia boa... Indescritível, pela foto vocês imaginam a sensação maravilhosa de estar ali. Muita gratidão e amor por um lugar!
Após a Santa Bárbara conhecemos a cachoeira da Capivara, que fica bem pertinho do ponto de apoio (uns 5 minutos de carro e uns 15 min de trilha andando e descendo pedras, trilha um pouco mais cansativa). O visual também arrasa! Por estar em clima seco a água da cachoeira vai se desenhando entre as pedras, muito linda. Água gelada, muita gente, mais uma paisagem inesquecível. Para quem estiver cansado e não quiser descer até a base da cachoeira, no topo dela tem várias piscinas naturais e uma vista linda da chapada, já vale a caminhada.

Na volta de Cavalcante avistamos muitos focos de incêndio, coisa que até então só tinha ouvido falar no rádio. Tinha cinza e grama queimada inclusive perto da estrada. À noite, perto da cidade, vimos muito fogo na mata, pareciam várias fogueiras de São João juntas. Sentia pena pela natureza, pelos bichos e plantas; medo pelo fogo estar tão perto da cidade; e aquela sensação de "o que posso fazer para ajudar?". Hoje (25/10/17) estão veiculando que boa parte das queimadas são propositais, causadas pelo homem. "Por que será que toda a beleza do mundo que enfeita os nossos olhos, morre em nossas mãos?" 

TERCEIRO DIA

Cristais
A primeira piscina da cachoeira dos Cristais. Já ficaria aí :)
Pernas pra que te quero... Dia de pegar trilhas mais leves porque a Santa Bárbara, a Capivara e mais 200 km dirigindo acaba com uma. Como havia dito, hospedar-se em Alto Paraíso amplia a lista de lugares para conhecer porque a gente fica meio que no centro de tudo. Seguindo sentido Cavalcante e a 7 km de carro estava a cachoeira dos Cristais e a uns 4 km do centro de Alto (e um pouco de estrada de terra) fica a Loquinhas, um conjunto de poços e cachoeiras.
A cachoeira dos Cristais, assim como vários desses lugares que conheci, são propriedades particulares. Dessa forma, o valor do ingresso ajuda a manter a organização do lugar, a limpeza e a preservação ambiental. A melhor de fazer a trilha dos Cristais é descer até a última cachoeira (a maior, a mais linda e a de água mais gelada) e seguir a trilha subindo e parando nos pontos de queda d'água. É um lugar legal pra quem tem mais tempo na chapada pois dá pra passar o dia lá em família. O lugar tem muita estrutura, restaurante, banheiro, redário... Uma calmaria só.
Um dos poços da Loquinhas
Trilha da Loquinhas
No início da tarde fomos para Loquinhas (e a gente pensava que era Louquinhas, hahaha). A entrada custou R$25 e existem dois roteiros de trilha, todas duas suspensas e com degraus de madeira: Loquinhas e Violeta. Na entrada já nos informaram que muitos dos poços estavam secos por conta da falta de chuva, então essa trilha estava mais interessante que a Violeta. Não deixem de tomar banho, conhecer, tirar foto no poço Xamã, pra mim o mais gostoso de todos. Na trilha Violeta o poço do Saci mesmo com água não estava convidativo para um banho e a do Paraguassu muito menos (meio lodosa e suja). De trilha fácil, Loquinhas é um lugar também muito tranquilo e legal para passar o dia com amigos e família. Águas esverdeadas e azuladas te esperam!
À noite fomos jantar na Vendinha 1961, uns dos restaurantes point, top de Alto. Música boa, comida gostosa, preço e atendimento bons, chegue cedo se quiser desfrutar do lugar.

QUARTO DIA
Dia de voltar, que pena... Meu voo era a tarde e como era o último dia de feriadão não quis passear muito. Seguimos viagem logo cedo, almoçamos na casa de amigas em Brasília e parti pra Recife. Fim de uma viagem maravilhosa e divertida, cheia de boa energia! Sabe aquela sensação de "tudo isso estava planejado por algo superior?" Pronto! Entre vou não vou, é pra ir ou não, tudo foi se encaixando, se resolvendo, fluindo e deu nisso. Amizades criadas, belezas visitadas, lugares marcantes. Acredito sempre que nada acontece por acaso e que o destino sempre vai nos surpreendendo de acordo com nosso merecimento e fé.

domingo, 23 de julho de 2017

Viajar sozinha: permita-se a esta oportunidade

"Liberdade? Uso dela, não abuso. (...) Não pretendo obrigar ninguém a seguir-me, costumo andar sozinho" (Mário de Andrade). Eu, que por muito tempo e em alguns momentos fui/sou muito tímida, jamais pensei em conhecer lugares sozinha. Como cheguei até aqui? A vida e suas circunstâncias me levaram a isto.

Praça Tiradentes - MG
Cachoeira do Sossego - BA
Minha primeira viagem sozinha foi a Ouro Preto/MG em 2015. Sempre tive vontade de conhecer um poucos das cidades históricas e aproveitei as férias para viajar para lá. Dessa forma percebi que a falta de companhia não podia prender minha realização de um sonho, que viajar sozinha não poderia ser uma experiência de medo, mas sim de oportunidade. A partir dessa viagem percebi o quanto é bom ter um momento consigo mesma, visitando os lugares que bem desejar, comer o que quiser (sim, quando se viaja em grupo às vezes você gasta mais porque vai pra um restaurante melhor e etc - indo sozinha sempre rola aquela tapioca com refri que gasta menos de 10 reais ou um sanduíche da Subway como almoço) e passar o tempo adequado em cada museu/igreja/praia/ponto turístico. Lendo assim muita gente pensa que viajar sozinha(o) é egoísmo... Nem é. Em meio a tantos dias agitados, estresse, correria e muitos afazeres a gente precisa deseja um momento de reset, de renovação, de auto avaliação, de uma respiração mais profunda. É viajando sozinha que a gente valoriza os momentos em conjunto; é sentindo-se sozinha que a gente repensa quem são realmente as pessoas que a gente ama, quem faz falta ali.  

Lua vai dizer que "é preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir"

Como mulher, nordestina e viajante solitária muita gente me pergunta "Como você tem coragem?", "Tem medo não?", "Sua mãe deixa?". Todas essas perguntas são reflexo de uma sociedade que ainda
Rio Sucuri - MS
 tem dificuldades em perceber que mulher pode fazer as coisas sozinha sim, sem depender de ninguém. Essas perguntas só demonstram o quanto a mulher é vista como sexo frágil e quantos momentos de insegurança nós já vivemos, imagine em um lugar diferente. A culpa não é de quem pergunta, é de tudo o que a gente vivencia neste mundo aparentemente moderno, mas que carrega traços medievais. Se sinto-me insegura quando viajo? Sim, assim como se sinto insegura quando vou a um shopping, ao trabalho, ao encontro de amigos e família. A insegurança é uma triste realidade brasileira que parece não ter fim, pois o que a ocasiona é mais que um ladrão negro da periferia, é reflexo de um povo caloroso, amoroso, divertido e inteligente, mas que têm princípios éticos e jeitinhos brasileiros desrespeitosos.  
Lagoa do Paraíso - CE

Ano passado o Ministério do Turismo fez uma série de reportagens sobre mulheres que viajam sozinha e eu fui uma delas. No dia da mulher, a convite do próprio Ministério, fui a Brasília (sim, conheci o Ministro, nunca pensei nisso né?!) falar sobre estas experiências e foi muito motivador, interessante, divertido, inesquecível. Percebo nas minhas viagens cada vez mais mulheres viajando sozinhas e, ao mesmo tempo, gente que nunca faria isso. Para onde já fui? Fortaleza/CE, Bonito/MS, Chapada Diamantina/BA, Ouro Preto/MG e pretendo mais <3 Na hora da foto? Se não tiver pau-de-selfie pede pra alguém tirar sua foto. Na hora da hospedagem? Fica num albergue que lá você pode fazer amizades. Na hora do passeio? Dependendo do lugar ou você pega um mapa e sai caminhando, cantando e seguindo a canção dos pontos turísticos ou se junta a algum passeio de agência de viagem. Zero aperreio!

"Falando em turismo" especial Dia da Mulher: Teté Bezerra, secretária nacional de Qualificação e Promoção do Turismo; Marx Beltrão, Ministro do Turismo; Irma Karla, presidente da Federação Nacional dos Guias de Turismo e eu, Lua vai dizer.

Resumindo, viaje sozinha(o)... Permita-se esta oportunidade, permita-se viver um pouco consigo mesma(o). 

domingo, 2 de julho de 2017

Morro de São Paulo - Bahia

QUANDO FUI
Abril/2017, no feriado de 1º de maio, dia do trabalhador. A ida foi meio nervosa, pois fui numa sexta, dia de paralisação nacional, com greve de ônibus, metroviários e possivelmente aeroviários. Deu tudo certo, avião decolou!

Entrada de Morro de São Paulo. Depois desse portal, uma ladeira! Te prepara!

COMO FUI: avião Recife-Salvador. Dormi no aeroporto para pegar o transfer para Morro ás 05h30  no aeroporto mesmo. Fechei o transfer pela Zulu Turismo e pelo que percebi o valor é bem tabelado entre as empresas. Na ida fiz o transfer semi-terrestre, que consiste em barco até a ilha Itaparica + 2 horas de ônibus até Valença + 25 minutos de lancha até Morro. Tem gente que faz esse transfer separado sem ir por agência e acredito que em grupo valha a pena. Chegando em Itaparica dá pra fretar um táxi ou pegar uma Van até Valença. De Valença a Morro a lancha custa uns 12 reais por pessoa. Na volta de Morro optamos pelo transfer de catamarã, pra ver como era. Aconselho, mais que aconselho, que se você tem facilidade de enjoo não pegue esse transfer. O catamarã balança muito e o tempo todo, pois pega o alto mar. Em dia de chuva então, nem pensar! 
Segunda praia

MORRO DE SÃO PAULO NÃO É SÃO PAULO, hahaha. Morro faz parte de um conjunto de  vilas/ilha que compõem a grande ilha/cidade Cairu, entre elas Morro, Gamboa e Boipeba. Morro de São Paulo é mais conhecida porque lá se concentra praticamente toda a parte turística, sejam pousadas, praias mais famosas, restaurantes maravilhosos e badalação. A vila é tão fofa e aconchegante que lá não tem carro, só bicicleta e carro de mão. Por sinal, o táxi de lá é o carro de mão, onde o "motorista" leva as malas dos turistas até as hospedagens.

Terceira praia
ONDE FICAMOS: a grande surpresa no começo da viagem, descoberta pelas minhas amigas que chegaram um dia antes de mim, foi que a nossa pousada estava em Gamboa e não em Morro. OI? Quando reservamos pelo Booking.com procuramos "pousadas em Morro", mas lá no endereço tinha escrito Cairu. Pra gente era tudo uma coisa só e na hora do vamuvê foi que descobrimos que não! :O Passada! Então já fica a dica: vejam bem quando forem reservar a hospedagem de vocês. Se tiver "Primeira praia", "Segunda praia" e "Terceira praia" é certeza que é em Morro e com ótima localização, no centro mesmo da vila. Gamboa é uma vila de pescadores e local de moradia de praticamente todos os trabalhadores de Morro, super calma, bom pra descansar. De Gamboa a Morro sempre pegamos um barco (R$4 reais por trecho com duração de 10 minutos), mas tem opção da trilha que só tem acesso em maré baixa (e de dia, por favor).    

Vista na Toca do Morcego
O QUE FAZER: aproveitei o feriado do trabalhador (1º de maio) e passei 3 dias lá. Considero o tempo suficiente para curtir tudo e já ~morrer~ de saudade de lá. Como disse acima, pequei o transfer no sábado de manhã e já fui direto pra Morro, de mala e cuia (já que a pousada era em Gamboa). Deixei a mala na agência e fui curtir com as meninas a segunda praia que na minha opinião é a melhor da vila. Tem vista pra tirolesa, tem coqueiro, tem restaurante muito legal, bom atendimento e água rasa e morna. Preciso de algo mais depois que uma chegada cansativa? A tarde passeamos pela vila e fomos ver o famoso pôr-do-sol na Toca do Morcego, um restaurante lá no alto do Morro com vista linda para o mar. A tarde estava nublada, mas não tirou o charme e o aconchego do lugar, com música agradável e comida gostosa, favorecendo boas conversas e risadas. Lá pelas 22h voltamos a Gamboa.

Piscinas naturais em Moreré. O paraíso também é aqui :)

VOLTA A ILHA
Lindo desse jeito, mas se chama rio do Inferno
Se nada der certo vendo caipirinha, rs
No meu segundo dia fizemos o famoso passeio de Volta a ilha. Saímos de Morro de lancha em direção a primeira parada nos arrecifes-piscinas naturais de Moreré e outro lugar lá que não lembro o nome, hahaha. Só sei que é beleza, paraíso e vida de "se fui pobre não me lembro" logo de cara! As lanchas levam em torno de 12 pessoas e foi um bom momento pra gente fazer novas amizades, afinal, você passa o dia todo com aquele grupo de pessoas. Não basta a água morna e transparente, tem restaurante flutuante !sim! pra quem quer tomar uma cerva e comer lambreta (mexilhão na língua da gente) em alto mar. Perto da hora do almoço paramos na ilha de Boipeba, paraíso repleto de coqueiros e mar aberto. Pegamos uma trilha pequena (10 reais por pessoa) e no caminho conhecemos o Museu de Ossos, com carcaça de tartaruga e dentes de tubarão. Depois da leve caminhada descansar e almoçar à beira do rio tornou a viagem ainda mais linda. Subimos o rio do Inferno - tem esse nome porque muitas embarcações encalhavam e afundavam nele - de lancha em direção a parte histórica de Cairu e no caminho tem uma parada no bar flutuante para comer ostra (pra quem gosta) e tomar uma deliciosa caipirosca de cajá (ou alguma fruta que você preferir). Conhecemos também o convento Santo Antônio que tem como frei um pernambucano super simpático. Pra fechar o passeio, um belíssimo pôr-do-sol seguindo o horizonte e as águas do rio.

"E a tarde se desfez na linha do horizonte..."

Museu dos ossos

Ostra, olha a ostra!
À noite a pedida é jantar na vila de Morro e dar um passeio por lá mesmo. Dependendo da temporada às noites têm festas na boates de lá, mas a disposição era pouca e o enfado de praia era muito pra farrear, rsrs. Como último dia, ficamos pela vila de Morro e curtindo um pouco mais a segunda praia. No meio da tarde pegamos o catamarã para retornar a Salvador. Como tinha dito, eu passei 2 dias e meio e deu pra ver o principal de lá. Faltou apenas subir até o farol - que dá acesso a vista mais famosa de Morro, vendo a tirolesa chegar ao mar e conhecer o banho de argila que fica entre Gamboa e Morro.

Ah, coisa boa é viajar...
Gostaram? Um abraço maior que a altura da tirolesa de Morro e um beijo mais gostoso que banho de mar pra vocês :)

domingo, 28 de maio de 2017

Viajar enriquece a alma, mas empobrece o bolso, sim.

Tem gente que acha que TODO viajante é rico, mas já diz o meme: "Viajar a gente viaja, mas é cada marmita que nós come...". Claro, algumas pessoas são mais favorecidas que outras e têm mais oportunidade$ para viajar, mas isso não é receita de bolo, não é regra.



Viajar enriquece a alma, o coração, o corpo, o espírito, a vida. Viajar nos dá a dimensão de como viver pode ser bem vivido, de como as pessoas são diferentes e ao mesmo tempo iguais, de como a terra e a natureza que nos abriga precisa ser bem cuidada se quisermos viver mais (e viajar mais). Mas verdade seja dita: ficamos ricos como pessoas, mas "pobres" nos bolsos sim. Junte aí passagem aérea + hospedagem + passeios + alimentação + lembrancinhas (esta última é supérfluo, mas a gente quer levar nem que seja um chaveiro do lugar) = reais, muuuuitos reais, coisa que boa parte da população não tem nem pra comer. Além disso é bom deixar aquele dinheiro reserva para qualquer imprevisto (tipo eu que perdi o voo voltando da Chapada Diamantina e tive que pagar a diferença da passagem). Sofre menos quem é casada com um sheik árabe, é ganhadora da mega sena ou blogueira famosa de viagem que ganha quase tudo de cortesia (eu no futuro, hahaha). No fim das contas todos sabemos que depois de uma viagem o bolso, a carteira e a conta bancária ouvem Marília Mendonça... Haja sofrência!
Enquadrando Sonhos = cofre e quadro (eu quem fiz, aceito pedidos)

Todo viajante que se preza, aquele eterno viciado em viagem, passeios e afins que mal chega de uma trip e já quer outra, que vive procurando passagem barata, sempre economiza no que pode, deixa de sair, de ir pra show, de comprar roupas, sapatos e celulares recém lançados para juntar um dindim pra viajar. Acredito que a palavra prioridade seja fundamental nisso tudo. O que a gente deseja muito, quer muito - o que é nossa prioridade - a gente gasta energia e pensamento positivo para obter. Já diz Mateus, na bíblia: "Não ajuntem riquezas aqui na terra onde as traças e a ferrugem destroem e os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no céu (...), pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o seu coração". Viajar gera amor e as experiências ficam em nossa mente e coração, de físico apenas em fotos. Vamos viajar que a riqueza é grande. O bolso sofre, mas a alegria da alma é mais recompensadora <3 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Fernando de Noronha - Pernambuco

Morro Dois Irmãos, cartão postal de Noronha
Noronha já é mais que conhecida como um dos paraísos brasileiros, tendo a praia do Sancho como uma das praias mais belas do mundo. Fui a Fernando de Noronha em 2008 com minha mãe e, como já faz um tempinho, não vejo a hora de voltar. 

COMO FUI: de avião saindo de Recife. Tem a opção de cruzeiro, porém é preciso verificar a temporada de saída dos navios e ainda assim não se aproveita muito a ilha (pelo que sei fica apenas 1 dia e meio lá). Por ser de Recife muita gente dizia: "Ah, Recife? Pertinho né, dá pra vir direto". Soooonha coração, ir a Noronha custa um pouco caro. Passei 4 dias, 3 noites e basicamente deu pra conhecer tudo. Acredito que 7 dias no máximo dá pra você desfrutar de tudo de bom da ilha sem bater aquele arrependimento de ter faltado algo para conhecer.  

Chegando no porto de Noronha...
HOSPEDAGEM: lá a maioria das opções de hospedagem são em pousadas domiciliares (mas com preço de hotel). Como a vila é pequena as pousadas praticamente ficam próximas umas das outras, mas sempre é bom pesquisar sobre conforto e atendimento. Não lembro o nome da pousada que fiquei, mas sei que era no caminho para o porto. Sempre vejo minhas hospedagens pelo Booking, então olha direitinho e veja a melhor opção (principalmente pro bolso). 

O QUE FAZER: PRAIA, MERGULHO, TRILHA! Estar em Noronha é ter contato com água transparente, beleza natural e energia de vida a todo momento. À noite ainda tem um forró no bar do Cachorro (Noronha tem muito cachorro. Eles nadam, mas não a ponto de atravessar o oceano). Dos principais passeios que indico:
"Sereia..."
Ossos de tubarão, no museu do Tubarão

1) Ilhatour: passeio de barco acompanhando o litoral da ilha (mar de dentro/mar de fora). É possível ver os golfinhos nadando, o visual das praias, o mapa do Brasil no Buraco da Sapata e tomar um banho maravilhoso da baía do Sancho. A água de Noronha é tão transparente que 12 metros de profundidade pareciam 2 metros. 

2) Planasub: não cheguei a fazer o mergulho de cilindro na época por questões financeiras, mas está na minha lista de desejos. Sendo assim fiz o planasub que é o seguinte: uma lancha puxa os mergulhadores que vão segurando uma prancha. Em uma hora de passeio vemos arraias, tartarugas e inclusive um navio grego naufragado.

Vista do forte para a praia
3) Caminhada histórica: ideal para quem gosta de conhecer a história do lugar. O percurso não é tão extenso, porém permite conhecer o forte Nossa Senhora dos Remédios (foto abaixo), o centro da ilha e uma bela vista das praias.

Banho refrescante na baía do Sancho
4) Baía do Sueste: bom pra mergulhar e ver o local de alimentação e desova de tartarugas marinhas. 

5) Praia do Atalaia: não conheci pois tem uma quantidade máxima de acesso de pessoas por conta da preservação ambiental. O que sei é que o mar tem 1 metro de profundidade e que você tem que flutuar na água, evitando não tocar no chão. Deve ser voar nadando e apreciando o paraíso marinho.

Dentro do forte
6) Praia do Sancho: por meio de trilha que, por sinal, numa parte do caminho pra ter acesso a escada da praia você desce no meio de uma fenda. Caminhada de boa que te dá acesso a praia mais linda do Brasil, segundo pesquisas e corações de turistas.


"Pedaço de sonho que faz meu querer acordar pra vida... Ai ai ai"
O QUE É BOM SABER: além da passagem aérea e hospedagem a visita à ilha conta com taxas de acesso e preservação ambiental. Na época que fui tinha apenas a TPA (Taxa de Preservação Ambiental) que é paga por dia de estadia e custava uns 33 reais. O valor atualizado e mais informações da ilha encontram-se no site oficial de Fernando de Noronha.
Falam que na ilha tudo é absurdamente caro, mas vi preços de alimentação variados. Claro que o preço de uma água mineral é o dobro, então vá com o bolso preparado, mas dá pra economizar comprando lanches pra comer durante os passeios e não precisar se e$baldar nas refeiçõe$.

Vamos? Me leva?
Abraços fortes como o mergulho dos golfinhos.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Maragogi - Alagoas


Considerado o Caribe brasileiro, MARAGOGI é uma das praias mais belas do nordeste. Na verdade, todo o litoral alagoano (praia do Francês, São Miguel dos Milagres, Gunga, Pajuçara, Japaratinga e outras) tem seu charme, sua beleza e seu mar im-pres-si-o-nan-te-men-te azul! Quem puder conhecer não se arrependerá, os paraísos são garantidos.



Caldinho de sururu. Delícia!
COMO FUI: de carro saindo de Recife num trajeto de 133km pela via pedagiada (na PE-60). É bom ter cuidado na estrada a partir de Rio Formoso, pois a pista é simples e com muitas curvas. Para quem vem sentido sul do Brasil, uma boa opção é "pegar o primeiro avião com destino à felicidade" para Recife ou Maceió e alugar um carro, pois a distância de ambas capitais para Maragogi é praticamente a mesma. Muitas vezes as famosas agências de turismo cobram valores absurdos, mas vai da preferência (e do bolso) de cada um. Não existe aeroporto por lá. 

@luavaidizer que... Tá bom!

Catamarã nas Galés
Vai um drink?
O QUE FAZER: o apelido já diz: se é Caribe, o ideal é ativar a vitamina D no mar e na praia o dia todo. Simples! Nos dias que fiquei lá alternei entre banho de piscina no hotel Praia Dourada Maragogi Park e banho de mar. Água clorada, água salgada e o estresse perdido entre os coqueiros. 

O centro de Maragogi é simples, porém repleta de restaurantes e lojinhas de artesanato. Do centro saem os famosos passeios para as Galés de Maragogi, arrecifes de corais em alto mar com muitos peixes. É bom ver o melhor dia para fazer este passeio (que custa em torno de R$80 por pessoa) considerando a tábua de marés. Quanto mais baixa for a maré (0.0 é perfeita) e por volta das 10h, 11h (quando o sol a pino realça a cor da água), mais você aproveitará o passeio.



Indico demais para quem curte praia. Lembrando que o Nordeste tem sol praticamente o ano inteiro, então visite o litoral alagoano sempre que puder.

Beijos com sabor de camarão e água de coco.